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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Muito mais petróleo



Shell deve investir em campo de pré-sal em 2019
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 Fotos: Divulgação Shell.
Petrolífera planeja começar as explorações em área arremata no leilão de outubro.


De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, em 2019 a Shell, petrolífera anglo-holandesa, a perfurar campo arrematado no terceiro leilão de pré-sal, realizado no dia 27 de outubro. 

A área está localizada na Bacia de Santos na área Sul do Gato do Mato e foi arrematada em uma parceria com a francesa Total.

A região é área adjacente ao prospecto de Gato do Mato, descoberto pelas empresas parceiras. Segundo o jornal, as duas devem ser unificadas por compartilharem uma jazida de petróleo. 

O presidente da Shell no Brasil, André Araújo afirmou que a empresa já está focando na extração que será feita no local. “A gente já sabia onde queria perfurar antes, obviamente sempre tem novos estudos. O time vai definir exatamente o local de perfuração, mas a gente não sai do zero”, afirmou em entrevista a jornalistas.

Atualmente, a Shell é segunda maior produtora de petróleo do Brasil, ficando atrás somente da Petrobras, e prevê investir cerca de US$ 2 bilhões por ano no país até 2020, não somente em petróleo como também em energias renováveis. 

“Tem um número grande de empresas que acreditam que energia renovável no Brasil vai crescer, são oportunidades de negócios, por que não entrar? (…) “A gente já está fazendo muita coisa em biomassa, o grupo Shell, através da Raízen, tem feito investimento grande nessa área, mas a gente olha sim outras oportunidades de negócios”, comentou Araujo em palestra realizada na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.
Com informações da Folha de São Paulo

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Entregando o que não é dele



Petroleiros denunciam Pedro Parente à CVM por omissão na venda de ativos
  • 26/05/2017 17h28
  • Rio de Janeiro















Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) denunciou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o diretor de Relações com Investidores da estatal, Sérgio Monteiro, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por omissão de fatos relevantes ao mercado ligados à venda de ativos da estatal. A FNP pede abertura de processo administrativo na CVM para apurar as supostas ilegalidades no programa de desinvestimento da petroleira.

Segundo o diretor da FNP e do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Adaedson Costa, a venda de ativos da Petrobras vem sendo feita “sem o devido processo legal, que é o processo de licitação”.

Na denúncia, a federação também acusa a Petrobras de vender os ativos por preços menores que o valor real dos projetos.

Além do processo administrativo, os petroleiros querem que a CVM suspenda Parente da presidência da estatal até a apuração das supostas irregularidades.

O integrante coordenação da FNP e do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, disse que entre os ativos da companhia vendidos em processos com irregularidades estão o Campo de Carcará, no pré-sal; a Petroquímica de Suape e a malha de dutos do Sudeste.

Convocação
A FNP e os sindicatos de petroleiros também querem que Parente seja convocado por comissões da Câmara e do Senado para explicar as operações de venda de ativos da Petrobras. “A partir do momento em que se está vendendo patrimônio público e não se está dando transparência para isso, a gente quer saber o por quê dessa obscuridade”, disse Costa. Ao todo, segundo o diretor, a FNP tem 12 ações administrativas e jurídicas abertas contra a Petrobras, além de denúncias à ouvidoria da empresa.

Análise
A CVM informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que recebeu e vai analisar a denúncia, como faz com todas as reclamações que chegam à autarquia.
Procurada pela Agência Brasil, a Petrobras ainda não se manifestou sobre a denúncia da FNP.
Edição: Luana Lourenço