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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Reformas estruturais e direitos sociais básicos.



FMI recomenda
reformas estruturais
para Brasil voltar a crescer.



  • 08/10/2015 15h52
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
O Brasil precisa fazer reformas estruturais, investindo em educação e melhoria no ambiente de negócios para voltar a crescer, recomendou hoje (8) o Fundo Monetário Internacional (FMI). As sugestões constam do relatório Respondendo a Novas Realidades, divulgado pela diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, na abertura da reunião do órgão em Lima, no Peru.

O documento, que contém uma agenda global de políticas para os países-membros do órgão, fez uma série de recomendações ao Brasil e a outros países emergentes afetados pela queda do preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).
Em relação ao Brasil, o FMI sugeriu investimentos em educação e reformas no mercado de trabalho para elevar a produtividade do país.

Saiba Mais
“Em mercados emergentes e países em desenvolvimento, enfrentar os gargalos na infraestrutura energética (Índia, Indonésia, África do Sul e Tanzânia), melhorar as condições de negócio (Brasil, Rússia, Senegal, Oriente Médio e Ásia Central) e implementar reformas na educação e no mercado de trabalho e de produção (Brasil, China, Índia e África do Sul) podem impulsionar a produtividade e pavimentar o caminho para níveis mais altos de desenvolvimento”, destacou o relatório.

De acordo com o documento, apesar da recuperação em algumas economias avançadas, a economia global enfrenta um cenário difícil por causa da perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa, que afetou especialmente países exportadores de commodities, entre eles o Brasil.

Nos países avançados, a demanda continua deficiente, em meio a dúvidas sobre a continuidade da estagnação e o envelhecimento da população.

“Os Estados Unidos estão prontos para aumentar os juros em meio à recuperação econômica, a China passa por uma desaceleração esperada enquanto reequilibra o crescimento, criando transbordamentos maiores que o previsto, e os produtores de commodities enfrentam o fim de um longo ciclo de altos preços. Essas transições necessárias impõem um desafio, particularmente para países em desenvolvimento, emergentes e de baixa renda, cujas perspectivas decaíram mais”, acrescentou o documento.

Essa é a primeira vez que o FMI se reúne na América Latina em 50 anos. O encontro ocorre até domingo (11) na capital peruana. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participam da reunião.
Edição: Armando Cardoso

sábado, 15 de agosto de 2015

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Energia solar para salvar o sistema elétrico brasileiro

Governo estuda financiar produção de energia em casas e no comércio
Recursos seriam para compra de equipamentos como painéis solares.
Sobra de energia poderá ser jogada na rede comum e gerar crédito.


nova oportunidade de negocio. pena que é um sistema fechado onde quem gera não pode escolher quem compra, sendo unicamente direcionada para a perversa concessionaria...



O governo federal discute a criação de uma linha de crédito para financiar a compra, pela população, de equipamentos que produzem energia nas casas e no comércio, a chamada microgeração. A informação é do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

De acordo com ele, o financiamento poderá ser oferecido por bancos públicos, como Caixa, 
Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). E poderá ser tomado por pessoas que queiram, por exemplo, instalar em suas casas painéis que geram eletricidade por meio da luz solar.

A compra de outros equipamentos de microgeração, como eólicos (que usam o vento para produzir eletricidade) e biodigestores (que geram por meio da queima de resíduos de animais, por exemplo), também podem vir a ser financiada.

O incentivo à microgeração ganhou urgência no governo devido à crise que atinge o setor elétrico, com a queda acentuada no armazenamento de água em reservatórios das principais hidrelétricas, e o risco de um novo racionamento no país.

Sobra de energia
Além de oferecer condições de suprir toda a demanda da casa ou comércio, esses equipamentos ainda podem jogar na rede comum toda a sobra de eletricidade produzida e não consumida.

De acordo com Rufino, porém, há ainda um “entrave” para a popularização da microgeração: governos estaduais defendem que a sobra de energia jogada na rede seja taxada por ICMS.

“Elaboramos toda a norma para que não houvesse fato gerador de ICMS, mas as autoridades tributárias estaduais tiveram uma interpretação diversa, entendendo que havia tributação tanto na ida [energia levada pelas distribuidoras] quanto na volta, na geração feita pelo consumidor que sobra e é depositada na rede”, disse o diretor-geral da Aneel.

Rufino aponta que a ideia desse sistema é oferecer um crédito de energia a quem depositar eletricidade na rede comum, que poderá ser usado depois. Ou seja, não há previsão de compra e venda dessa energia da microgeração.

Entretanto, ele apontou que existe uma discussão “bem encaminhada” entre o governo federal e os estados visando a isenção de ICMS dessa energia.