domingo, 8 de julho de 2018

O golpe prossegue


Governo injetou R$ 233,5 bilhões na economia em quase três meses

Publicado em 08/07/2018 - 08:04

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Brasília





Em quase três meses de instabilidade no mercado financeiro, o governo injetou R$ 233,5 bilhões na economia. O valor foi obtido pela Agência Brasil com base em comunicados do Banco Central (BC), que tem atuado para segurar o dólar, e do Tesouro Nacional, que tem recomprado títulos públicos para garantir a estabilidade.

Somente o BC injetou US$ 54,09 bilhões – o equivalente a R$ 209,27 bilhões pela cotação de quinta-feira (5) da moeda norte-americana (R$ 3,869) – no mercado desde 18 de maio, quando anunciou que atuaria de forma mais agressiva para conter a alta do dólar. Desse total, US$ 43,44 bilhões (R$ 168,07 bilhões) decorreram de leilões de novos contratos de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) e US$ 10,65 bilhões (R$ 41,2 bilhões) vêm de leilões de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra, ocorridos na última semana de junho.

Desde 28 de maio, quando iniciou os leilões de recompra, até a última quarta-feira (4), o Tesouro Nacional readquiriu US$ 24,228 bilhões em títulos prefixados e corrigidos pela inflação de médio e de longo prazo. O dinheiro vem do colchão da dívida pública, reserva financeira usada em momentos de instabilidade, que caiu de R$ 575 bilhões para R$ 551 bilhões desde o início do programa de recompras

Em relação aos swaps cambiais, o levantamento referente ao Banco Central inclui apenas os leilões de novos contratos, não a rolagem (renovação) dos contratos existentes. Desde 23 de junho, a autoridade monetária deixou de ofertar novos lotes, apenas renovando o montante de contratos de swap em circulação, em que troca contratos prestes a vencer por contratos com vencimento daqui a alguns meses.

Intervenção cambial

Criados em 2001, os swaps cambiais funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, que permitem ao Banco Central intervir no câmbio sem queimar reservas internacionais. Nessas operações, o BC aposta que os dólares vão subir mais que os juros futuros. Os investidores apostam o contrário. No fim, ocorre uma troca de rendimentos que resulta em prejuízo para a autoridade monetária caso o dólar aumente mais que os juros.

Nos leilões com compromisso de recompra, o BC de fato leiloa dinheiro das reservas internacionais, mas compromete-se a pegar o dinheiro de volta meses mais tarde, quando o mercado financeiro estiver menos conturbado. Atualmente, as reservas internacionais do Brasil somam em torno de US$ 380 bilhões (R$ 1,47 trilhão, segundo o câmbio de sexta-feira, 6).

Tranquilidade no mercado

Em relação aos títulos públicos, o Tesouro Nacional informa que as recompras de papéis, que começaram durante a paralisação dos caminhoneiros, têm como objetivo diminuir a instabilidade no sistema financeiro, fornecer um referencial de preços para o mercado e diminuir o risco de papéis prefixados de prazo mais longo e taxas maiores em circulação.

Normalmente, os investidores que querem se desfazer dos títulos públicos e embolsar os ganhos até o momento os vendem no chamado mercado secundário, onde os papéis já emitidos pelo Tesouro trocam de mãos. No entanto, em momentos de instabilidade, o excesso de vendedores no mercado secundário faz o preço dos títulos despencar.

Para evitar que os investidores vendam papéis com elevado deságio, o Tesouro Nacional entra no mercado para comprar títulos, pagando preços melhores. Ao atuar no sistema financeiro, o Tesouro também fornece uma referência para o mercado secundário, que terá que oferecer preços mais atraentes para os investidores que querem se desfazer dos papéis. Para o governo, a recompra ajuda ainda a retirar do mercado papéis mais afetados pela turbulência financeira, reduzindo o custo da dívida pública para o Tesouro.

Edição: Graça Adjuto


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Onde buscar


Apenas 10 capitais estão entre as cidades mais desenvolvidas do país

Florianópolis, Curitiba e São Paulo lideram ranking

Publicado em 28/06/2018 - 17:04

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Brasília





Pouco mais de um terço das capitais brasileiras figuram na lista dos 500 municípios mais desenvolvidos do país, segundo estatísticas de saúde, educação, emprego e renda. A informação consta no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2018, divulgado hoje (28) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. O cálculo é feito com base em dados de 2016, a partir de indicadores sociais em 5.471 municípios, onde vivem 99,5% da população brasileira.

Para compor o índice, que voltou a subir após três anos de queda, são apurados dados oficiais sobre saúde e educação básicas, como número de matrículas escolares e mortalidade infantil, além das taxas de emprego e renda média dos trabalhadores. Os dados completos podem ser conferidos na página da Firjan na internet.



Mais desenvolvidas
Florianópolis foi a capital que manteve a liderança no ranking que mede o desenvolvimento socioeconômico dos municípios - Prefeitura de Florianópolis/Direitos Reservados

As 10 capitais mais bem posicionadas no ranking estão distribuídas entre as cinco regiões do país. A liderança foi mantida por Florianópolis, que registrou alto índice de desenvolvimento, com 0,8584 ponto, ocupando o 47º lugar geral. Em seguida, aparece Curitiba (0,8378), que ultrapassou São Paulo (0,8352) na segunda colocação, em relação ao levantamento anterior, com base em dados de 2015. No quadro geral, as capitais paulista e do Paraná ocupam, respectivamente, a 137ª e 74ª posições, respectivamente.

Na sequência, aparecem Teresina e Cuiabá. Entre as capitais, foram as que mais subiram posições na comparação com o levantamento anterior. A capital do Piauí, única do Nordeste entre as 10 mais desenvolvidas, pulou de 12ª para a 4ª colocação. A capital mato-grossense foi de 9ª para a 5ª posição.

“Muitas capitais por serem centro industriais, perderam muitos postos de trabalho e baixaram o desempenho na vertente emprego e renda. Já outras cidades um pouco menores, como Teresina e Cuiabá, conseguiram bons rendimentos nesse indicador”, aponta o economista Jonathas Goulart, da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan.

As outras cinco capitais mais bem colocadas no levantamento são: Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Campo Grande e Palmas, a única representante da região Norte na lista das mais bem posicionadas.

Brasília ficou fora da lista das 10 capitais mais desenvolvidas ao cair três posições - do 10º lugar em 2015 (0,8001) para o 13º (0,7799) em 2016.


Menos desenvolvidas
Macapá é a capital com menor índice de desenvolvimento - Imagem de divulgação/prefeitura de Macapá

Na parte de baixo da lista de desenvolvimento das capitais aparecem Macapá (0,6446), seguida de Belém e Maceió, empatadas com 0,6918, índice considerado regular.

Pontuação semelhante obtiveram Manaus, Porto Velho e Aracaju, todas também com desempenho regular.

Apesar disso, nenhuma capital de estado apresenta desenvolvimento considerado baixo, o que as deixa acima de pelo menos 2 mil municípios com piores resultados.

“De maneira geral, as capitais têm uma média acima das demais cidades. Isso se deve a melhor resultado na vertente de emprego e renda. Elas têm um mercado de trabalho mais dinâmico, acaba obtendo notas mais altas nesse quesito”, explica Goulart.

Quando se compara o quadro atual com os dados do período pré-crise, em 2013, a capital que mais perdeu posições no ranking foi o Rio de Janeiro, que saiu da 5ª para a 11ª posição em apenas três anos. Recife também sentiu uma forte queda no mesmo período, passando da 13ª para a 18ª colocação. Em ambos os casos, a queda no índice de emprego e renda foi o fator mais determinante para este recuo.

 



 Saúde e educação

No IFDM Saúde, 19 das 27 capitais apresentaram avanço no último período em relação a 2015. Manaus ficou no extremo inferior do ranking das capitais neste indicador em razão do baixo percentual de grávidas que realizaram sete ou mais consultas pré-natais, apenas 45,7% do total. Na parte superior está Curitiba, capital com o maior percentual de grávidas que realizaram sete ou mais consultas pré-natais (88,8%).

No IFDM Educação, a melhor nota ficou com São Paulo, que atingiu boas notas em todos os indicadores, segundo o levantamento. Apesar disso, a nota do município Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ainda está 0,8 ponto abaixo da meta determinada pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2021. Na outra ponta do ranking na área de educação, Maceió apresentou nível de desenvolvimento considerado moderado, com taxa de atendimento na educação infantil de 24,1%, o que representa uma estimativa de mais de 71 mil crianças fora de creches ou pré-escolas. Além disso, a nota da cidade no Ideb foi a menor entre as capitais: 3,7 pontos, muito abaixo da meta de 6.

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Edição: Lílian Beraldo


domingo, 3 de junho de 2018

Novos correntistas


Correntistas devem se informar antes de optar por contas digitais

Publicado em 02/06/2018 - 09:00

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Brasília






As contas de pagamento, mais conhecidas como contas digitais, estão atraindo cada vez mais clientes que querem fugir do relacionamento tradicional com um banco e resolver tudo pela internet. Mas, para escolher corretamente entre a praticidade dessas contas e as tradicionais contas-correntes, é preciso conhecer a diferença entre elas. 

“A informação do que é conta bancária e do que é uma conta de pagamento tem que ficar mais clara para os usuários. Tem uma confusão nisso. Quando tem uma instituição de pagamento com o mesmo nome de um banco, fica difícil a escolha. O consumidor vai entender como uma coisa só”, disse o especialista em regulação do sistema financeiro e conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), José Luiz Rodrigues, referindo-se ao Banco Neon, liquidado extrajudicialmente, e a Neon Pagamentos, responsável por contas de pagamento.

Em maio, o BC decretou a liquidação do Banco Neon e esclareceu que as irregularidades encontradas na instituição financeira não estavam relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos, objeto de acordo operacional com a empresa Neon Pagamentos. Entretanto, como a fintech (empresa de inovação tecnológica no setor financeiro) precisa de uma parceria com um banco para operar, os serviços das contas de pagamento foram afetados. Depois de três dias, a Neon anunciou parceria com o banco Votorantim para conseguir voltar a oferecer os serviços.

Diferenças entre as contas

As contas digitais, que podem ser abertas pela internet, podem ser oferecidas tanto por bancos como por instituições de pagamento, empresas que têm a inovação tecnológica como diferencial e oferecem serviços de movimentação de recursos.

No caso das contas abertas pelos bancos, tanto por meio digital ou presencialmente, são oferecidos os serviços de pagamentos, limites de cheque especial e operações de crédito. Essas contas seguem a regulamentação do Banco Central e têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O fundo permite a recuperação dos depósitos ou dos créditos de até R$ 250 mil por correntista em caso de falência, insolvência ou liquidação extrajudicial.

Já por meio das contas de pagamentos é possível movimentar dinheiro, pagar contas e comprar com o cartão, de forma prática, usando um aplicativo no celular. Nessas contas, o saldo não pode ultrapassar o limite de R$ 5 mil, de acordo com regras do Banco Central (BC). A movimentação é feita em uma única plataforma e não há taxas de manutenção.

smartphone - Marcello Casal jr/Agência Brasil

Autorização do BC

Nem toda conta de pagamento é oferecida por instituições reguladas pelo Banco Central. Na verdade, a maioria não é regulada: 112 instituições de pagamentos. Atualmente, apenas sete instituições de pagamento são reguladas pelo BC: Brasil Pré-Pagos; Cielo, GetNet; Nubank; Redecard; Stone; e Super Pagamentos. Essas empresas podem oferecer cartões pré-pagos, cartões de crédito, cartões de vale-refeição e credenciar lojistas para aceitarem meios de pagamento eletrônico. Quando as empresas não são reguladas pelo BC, é preciso fazer parceria com um banco para oferecer os serviços.

Para serem reguladas, as empresas precisam movimentar a partir de R$ 500 milhões por ano e passar por um processo de autorização do BC. As regras impostas a essas instituições reguladas são mais rigorosas que as dos bancos. As instituições de pagamento têm que depositar o dinheiro dos clientes em uma conta do BC ou aplicar em títulos do Tesouro Nacional.

O prazo para cumprir 100% dessa alocação dos recursos é 1º de janeiro de 2019. Assim o dinheiro dos clientes fica separado dos recursos da empresa e não podem ser usados, por exemplo, para pagar dívidas da instituição de pagamento. Os bancos, por sua vez, são obrigados a fazer depósito compulsório, ou seja, 25% dos recursos à vista são depositados no BC

“O Banco Central criou esse piso de R$ 500 milhões de movimentação para fazer uma separação entre aquelas instituições que oferecem risco sistêmico e as que não oferecem”, explicou Rodrigues.

O objetivo do BC é ter maior controle de instituições que oferecem risco para o sistema de pagamentos e financeiro e, ao mesmo tempo, incentivar o surgimento de novas empresas que podem crescer até ter condições de se sujeitarem à regulação. Para Rodrigues, o mercado está “bem organizado” atualmente com instituições reguladas e com aquelas que ainda precisam ou escolhem fazer parceria com os bancos. Mesmo assim, o especialista considera que esse valor de movimentação de R$ 500 milhões deveria ser menor, para ampliar o número de instituições de pagamentos reguladas pelo BC.

Processo de autorização

Segundo o BC, há atualmente 48 processos de autorização de instituição de pagamento. Desde fevereiro deste ano, o prazo para análise dos pedidos de autorização de funcionamento de instituições de pagamento é de 12 meses. Essa contagem é suspensa quando o BC precisa pedir mais informações à empresa.

No site do BC, é possível consultar uma série de perguntas e respostas sobre as contas de pagamento.

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Edição: Sabrina Craide






terça-feira, 22 de maio de 2018

Investimento pessoal


Conheça o mestrado no MIT que não exige graduação, nem ensino médio
Por Priscila Bellini





Conheça o mestrado no MIT que não exige graduação, nem ensino médio


O Instituto de Tecnologia de Massachusetts é figura carimbada nos rankings universitários de melhores do mundo. Não é à toa. Ano após ano, a instituição se destaca com pesquisas de ponta, formação em engenharia, negócios e inovação em várias áreas. Nada mais lógico, portanto, do que pensar que um mestrado no MIT tenha exigências altas para seus candidatos.

E é verdade. Como a maioria das universidades americanas, o processo seletivo para pós-graduação na instituição segue um roteiro exigente. Logo de cara, são essays sobre a trajetória do estudante, detalhes sobre a motivação por trás da candidatura e cartas de recomendação

A exceção à regra fica a cargo do curso “Data, Economics, and Development Policy”, um dos micromasters oferecidos pela instituição. Esse mestrado no MIT sequer exige diploma de graduação, ou mesmo de Ensino Médio – afinal, não há pré-requisitos do tipo.

Como se candidatar ao mestrado no MIT
A rigor, não é preciso ter uma formação acadêmica específica. Basta fazer cinco cursos online do instituto e, depois de completá-los, fazer uma prova sobre os conhecimentos adquiridos nessa formação. O desempenho no teste determina se o aluno pode, então, fazer o mestrado no MIT. 

A iniciativa faz parte do Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab, popularmente conhecido como MIT Poverty Lab, que avalia a eficácia de programas de combate à pobreza ao redor do mundo. Com o novo programa de mestrado, é esperado que os estudantes consigam avaliar iniciativas do tipo, sempre guiados por dados e pela realização de tais projetos na prática. 

Entre as matérias online, estão “Microeconomia”, “Os desafios da pobreza global” e “Análise de dados para cientistas sociais”, que iniciam turmas no dia 6 de fevereiro. As próximas edições disponíveis para os cursos online começam em 5 de junho e 25 de setembro.

Cada estudante matriculado paga apenas pela prova final de cada disciplina, com um valor calculado de acordo com sua renda mensal. Para os que apresentem renda anual de até 25 mil dólares, a taxa é de 100 dólares. 

Como funcionaria a parte presencial do mestrado?
Essa etapa ainda está sendo elaborada em detalhes pela instituição de ensino. O que já se sabe é que os estudantes que se destaquem nos cursos online terão acesso a um mestrado no MIT presencial. 

Será uma formação acelerada, com um semestre de duração, voltada a projetos práticos na área de desenvolvimento e economia. Novamente, os estudantes deverão pagar apenas o que puderem, de acordo com sua faixa de renda. Para dar suporte aos alunos selecionados, o MIT planeja programas de apoio financeiro, ainda não divulgados.
 Estudarfora.org

sexta-feira, 4 de maio de 2018

É muito caro energia elétrica no Brasil


Conta de luz: maio começa com bandeira tarifária mais cara
Publicado em 01/05/2018 - 18:55
Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil Brasília








Com a entrada no mês de maio, os consumidores sentirão um aumento nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou a bandeira tarifária de verde para amarela.

O valor cobrado com a alteração será de R$ 1 a cada 100 kilowatt hora (kWh) consumidos. Segundo a Aneel, a mudança ocorre em razão do final do período chuvoso.

Com o início do período seco, cai o volume de chuva sobre os reservatórios das principais usinas hidrelétricas geradoras do país. Com isso, há a necessidade de se fazer uso da energia produzida pelas usinas termelétricas, que têm maior custo de produção.

Composto pelas cores verde, amarela e vermelha (patamar 1 e 2), o sistema de bandeiras foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

Com a adoção da bandeira amarela, a Aneel aconselha os consumidores a adotar hábitos que contribuam para a economia de energia, como tomar banhos mais curtos utilizando o chuveiro elétrico, não deixar a porta da geladeira aberta e não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar-condicionado.

Edição: Lílian Beraldo